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Steve Jobs


O sujeito que mordeu a maçã e a ofereceu para todo mundo é tão genial, e genioso, que após seu falecimento em 2011, já ganhou dois longas e diversos documentários sobre sua obra. No longa dirigido por Danny Boyle conseguimos ver a alma atormentada dentro do cérebro brilhante de Steve Jobs. O tagarelante roteiro de Aaron Sorkin, adaptado da biografia autorizada escrita por Walter Isaacson, é veloz, furioso e se você piscar, vai perder alguma citação genial e mal educada do homem que elevou a tecnologia ao nível da arte.

Uma pena que o filme seja tão voraz, pois quem não é tão nerd e sabe pouco sobre Jobs vai comer algumas moscas. O longa não te dá tempo para respirar e logo de cara percebemos aquilo que todos que conheceram Jobs diziam: "É um gênio, mas também um escroto." O roteiro mostra com clareza esses dois lados da personalidade dele e deixa para que o espectador decida, se o venera ou o ignora. Aconselho ver primeiro Jobs, protagonizado por Ashton Kutcher, que apesar de mediano vai lhe dar um panorama geral da vida dele, da maconha hippie até ao ápice da revolução da Apple. Com essa base, Steve Jobs será um filme para você compreender melhor quem era esse camarada que pisava, pressionava, ofendia tudo e a todos para chegar ao seu objetivo. Sim, ele chegou onde poucos chegaram e conseguiu, mas pagou um preço alto por isso.

A maneira como o longa é dividido em três fases, dois fracassos e um êxito é espetacular. Jobs cometeu vários erros de estratégia ao longo da carreira (eu estava lá acompanhando como nerd programador de computadores durante a década de 1990). Mas é bom ver uma cinebiografia em que os fracassos são exalados e acabam possibilitando grandes reflexões. Poxa, até Steve Jobos falhou também, e feio, deve pensar o pequeno empreendedor ao ver o filme. É natural falhar as vezes nos negócios. O mais saboroso é que Jobs não aceitava o fato de ter falhado, o que o torna tão humano quanto nós, desmitificando a aura endeusada que ele cunhou para si. Ele era como eu e você, só um pouco mais doido. Todo gênio tem um quê de louco, não é mesmo.

Michael Fassbender confere não só talento ao protagonista, mas dá aquele toque de alma que eu nunca tinha visto no homem referência até aqui no século XXI. Os problemas com a filha são o eixo principal para entender o confuso coração de Steve Jobs. O cérebro genial e os produtos revolucionários que saíram de lá, todo mundo conhece. Mas o que interessa mesmo nesse filme é explorar o desconhecido e pouco comentado coração, que apesar de muitos acreditarem que ele não tinha um, sim, o filme Steve Jobs tem o prazer de nos apresentar.

Ps.: Há uma citação linda à Alan Turing, o pai da computação, que você pode conhecer melhor no filme O Jogo da Imitação.



Steve Jobs (2015)
Direção: Danny Boyle
http://www.imdb.com/title/tt2080374/

  Gilvan Marçal - gilvan@gmail.com
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