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Evereste

O maior mérito dessa produção foi estabelecer corretamente quem é o antagonista do filme, o vilão: a montanha, o tal Evereste. Como é baseado em fatos reais, o longa não se perde no clichê de sequências angustiantes de perigo que são bem comuns ao gênero, vide o exagerado Limite Vertical. Um baita elenco que topou fazer papeis menores em prol de uma boa e triste história. O resultado é algo bem contundente e que coloca o ser humano no seu devido lugar dizendo: supere seus limites, mas não se atreva a enfrentar a natureza. Essa é a dica que sempre dou aos meus amigos radicais que adoram explorar os mistérios da mãe natureza.

Curioso é que o diretor Baltasar Kormákur vem de filmes insossos como Contrabando e Dose Dupla, mas consegue um bom desempenho do elenco e os guia de maneira calma até a mensagem final. Eu tenho problemas sérios com Jason Clarke, mas aqui ele apresenta, talvez, o melhor desempenho da carreira. Josh Brolin é outro que merece destaque.

Evereste traz um debate interessante sobre a exploração desse turismo de aventura, em que pessoas com baixa experiência tentam enfrentar a maior montanha do planeta. Se o helicóptero de resgate não chega em alguns dos acampamentos, "putz", como é que se leva gente amadora para subir o Evereste? É muito boa essa discussão. O perigo é tão grande que no terremoto de abril de 2015 no Nepal, cerca de mil pessoas estavam na montanha na hora do tremor. Pelo menos 17 pessoas morreram no Campo Base do Evereste e não se sabe quantas que estavam nos acampamentos em maiores altitudes da montanha permanecem desaparecidas. Já não entro em grutas por conta de Abismo de Medo, e desde já agradeço: Obrigado, não tenho interesse de ir ao Evereste.



Evereste (2015)
Direção: Baltasar Kormákur
http://www.imdb.com/title/tt2719848/

   Gilvan Marçal - gilvan@gmail.com
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