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Águas Rasas


Será que temos em Águas Rasas um filhotinhos de Tubarão? Não chega a tanto, mas o filme merece esse tipo de referência logo na primeira frase da resenha. Você decide procurar uma praia desértica em um paraíso tropical e não resiste: essas ondas te chamam a surfar. Por uma coincidência, uma em um trilhão, você está surfando no lugar certo, mas na hora errada.

O delicioso roteiro tem uma solução brilhante para a presença do tubarão em uma praia em que normalmente eles não aparecem. Simples, funcional e aterrorizante. O longa conta com a grata atuação de Blake Lively (A Incrível História de Adaline), que segura com força a mão do espectador e nos convida a também deitar naquela pedra no meio do mar e rezarmos juntos para que alguém apareça antes que a maré fique cheia.

Econômico nos recursos visuais, vemos muito pouco o tal tubarão, mas o medo e a incerteza da presença dele é que torna o longa saboroso e sufocante. Até a Gaivota, uma espécie Wilson de Náufrago, dá um contorno sútil ao belo trabalho do roteiro e a direção de Jaume Collet-Serra, que já tinha me assombrado no dilacerante A Órfã.

Lá em cima, contando as horas para a maré encher
Águas Rasas me lembrou o interessante Mar Aberto e ratifica que um bom filme de suspense depende, drasticamente, de uma boa história. Pode ser algo pequeno como uma moça que é mordida por um tubarão numa praia desértica e precisa de ajuda. Cabe ao diretor emoldurar a história com boas escolhas visuais. É só isso, simples assim. O que me deixa perturbado é o quão raro filmes como esse sejam produzidos atualmente. Menos dinheiro e mais emoção. 

Lá embaixo, a expectativa é a mesma.

Águas Rasas (2016)
Direção: Jaume Collet-Serra
http://www.imdb.com/title/tt4052882/

  Gilvan Marçal - gilvan@gmail.com
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