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Os Vingadores

Os super-heróis estão em moda mesmo em Hollywood. Será que as histórias são realmente boas ou apenas são a salvação para os cofres dos estúdios? O tempo irá responder esse questionamento. Mas enquanto isso Os Vingadores vão salvar o dia e o mundo de uma invasão de alienígenas de outra dimensão. É, pois é, né. Curioso que esse é o filme pop pipoca da temporada 2012.

Ao que se propõe Os Vingadores é uma deliciosa peça de entretenimento escapista de final de semana. Ao reunir diversos heróis em um mesmo filme, sendo interpretados por atores conhecidos e até astros, tudo isso apela para vendagem da bilheteria. Agora, dizer que o filme tem uma boa historia, que instiga o público, aí, infelizmente, será preciso contratar mais heróis para salvar os futuros roteiros.

Veja um exemplo, a presença do Arqueiro Gavião e a Viúva Negra. Por mais que o roteiro se esforce, eles acrescentam pouco a narrativa. No fim das contas, se não fosse o Hulk e a loucura do Homem de Ferro, o planeta teria sido dizimado por aliens de outra dimensão. Quero dizer que o balanceamento proposto pelo roteiro para desenvolvimento das personagens é válido, mas claramente, há abismos separando-os. O Capitão América vai gradativamente se tornar o líder do grupo, o que é natural, e o filme já começa a construir isso. Já Thor ficou meio perdido na trama, o que é um erro, afinal, o vilão é seu meio-irmão. O Homem de Ferro continua ancorado na muleta do carisma elaborado por Robert Downey Jr. Isso é um problema, pois apesar de ser a personagem mais carismático, Tony Stark vem evoluindo pouco, mesmo esse sendo o terceiro filme da personagem. Uma hora essa arrogância toda tem que gerar complicações dramáticas para a história. Já o Hulk é o Hulk, que é o mais legal entre todos. Nota para a surra que ele dá em Loki e ainda zomba dos poderes dos semi-deuses (a melhor cena).

O grande problema de Os Vingadores é se manter ainda muito juvenil. Ainda bem que há uma morte, mas que soa superficial, sendo usada por Nick Fury em caráter motivacional. Tornar o filme mais duro, humanizado, não necessariamente vai deixá-lo chato. Sem um maior aprofundamento, isso acaba gerando uma distância entre o espectador e a história. No longa, em momento nenhum você está na cena. Você continua sentadinho na sua poltrona comendo pipocas. Talvez seja querer demais do gênero, mas a recém Trilogia Batman e alguns capítulos da saga Homem Aranha mostram que é possível. Vale ponderar que Loki se sai  um vilão muito inferior ao apresentado no filme Thor, o que diminui o impacto sobre o espectador. Se Hulk dá uma surra daquelas nele, sinal que esse vilão não é de nada. Honestamente, não há o que temer ao longo mais de duas horas de exibição. Eles vão salvar o mundo mesmo. Tudo bem, o mocinho tem que salvar mesmo a mocinha, mas será que não dava para maximizar o suspense e criar um angústia maior, ou até uma pequena dúvida?

É importante perceber que todo início de franquia é assim, sem grandes riscos, moderadamente, para verificar a aceitação do público. Portanto, tem um leve desconto. Agora resta-nos esperar como a divisão de cinema da Marvel vai construir as histórias paralelas das personagens nos filmes solo e com a dos Vingadores. Já se sabe, nas cenas após os créditos, que o possível vilão do próximo filme deve ser o alienígena Thanos. Veremos se os produtores vão abraçar a morte da mesma forma que Thanos a corteja nos quadrinhos.

Ah, só para constar. O meu filme favorito entre as adaptações ainda é Capitão América - O Primeiro Vingador.



Os Vingadores (The Avengers - 2012)
Direção: Joss Whedon
http://www.imdb.com/title/tt0848228/

Gilvan Marçal - gilvan@gmail.com
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