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Hardcore: Missão Extrema

Hardcore: Missão Extrema é uma interessante experiência cinematográfica que, assim como em  jogos de videogames (Doom, Duke Nukem, Counter Strike), coloca a perspectiva da câmera em primeira pessoa, ou seja, põe o espectador na posição do protagonista. Você enxerga pelos olhos Henry, alguém que passou por alguma violência e foi transformado numa espécie de ciborgue, meio maquina, meio homem. Cheirinho de Robocop no ar? Talvez só parte da inspiração. A ideia visual do longa é deliciosa, embora já tenha sido usada, parcialmente, no fraco filme sobre o jogo Doom. O problema é que lá pelo meio do filme acaba ficando cansativo por conta de um roteiro raso e sem o tempero necessário.

Se o arrojo estético com a visão em primeira pessoa chama a atenção, falta ao filme o sabor e o choque que Adrenalina tem de sobra. O ritmo do filme é bom, mas as pitadas de humor não funcionam. Mas o problema crucial é que a história é um tanto bagunçada. Vamos descobrindo que Henry é uma espécie de soldado cibernético bem sucedido, mas não fica muito claro por que o inimigo, Akan, uma versão estranha do Magneto dos X-Men, o quer destruído. Hardcore: Missão Extrema peca em um defeito comum nos filmes de ação da atualidade: achar que encher de boas e bem montadas sequências de ação em uma história sem pé e nem cabeça vai fisgar o espectador do século XXI. É arriscar demais milhões de dólares em investimento. Sigam o caminho da Força, conforme mostrou o novo Star Wars. Ou o caminho de Mad Max.

O mais legal mesmo no filme é a presença cíclica de Jimmy (Sharlto Copley) que morre a todo momento e reaparece de forma diferente. Mas como em toda narrativa sobre a acelerada vida de Henry, a explicação é mais confusa do que o frescor do inusitado proposto pelo longa. É uma boa ideia, mas carecia de mais lapidação, ainda que fosse na porrada.

Você vê assim.

Foi filmado assim.

Hardcore: Missão Extrema (2015)
Direção: Ilya Naishuller
http://www.imdb.com/title/tt3072482/

  Gilvan Marçal - gilvan@gmail.com
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