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Celular

Um dia qualquer como os outros e todos os telefones celulares do mundo sofrem uma interferência. Alguma espécie de pulso eletromagnético começa a controlar as pessoas que estavam usando celulares e elas se tornam violentas. A premissa de Celular, baseado em um romance de Stephen King, é bem bacana e poderia render ótimas discussões sociais modernas, mas... torna-se mais uma adaptação de histórias de King, sem pé ou cabeça. Parece um The Walking Dead com zumbis raivosos à lá Extermínio, mas falta um contexto dramático para toda a confusão gerada pelos celulares. O governo não aparece um segundo em cena, o que leva a crer que tudo aquilo é apenas a visão do protagonista, Clay Riddell (John Cusack), sobre o problema.

O mais intrigante é saber: como John Cusack e Samuel L. Jackson toparam participar dessa bobagem? Celular não é tão ruim, gera até uma boa expectativa, afinal, queremos saber o que está acontecendo. Ele falha em responder nossas perguntas. Quando consegue responde-las, claro. O final bagunçado acaba por estragar ainda mais a experiência. No fim, Clay acha que conseguiu vencer a tal torre controladora, mas o sussurro do filho ao pé do ouvido faz com que ele também seja controlado. Fim. Putz, alguém ligue para o produtores e avisem que uma boa história precisa ter começo, meio e fim. Só começo e fim, não faz tanto sentido. Melhor mandar carta ou e-mail e evite usar celulares.



Celular  (2016)
Direção: Tod Williams
http://www.imdb.com/title/tt0775440/

  Gilvan Marçal - gilvan@gmail.com
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