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Prometheus

Um prelúdio de Alien, o oitavo passageiro, dirigido por Ridley Scott, também responsável pelo primeiro filme da saga, era mesmo de encher de expectativas todos os cinéfilos apaixonados por ficção-científica. Da escalação do elenco aos excelentes trailers, tudo caminhava para ser um dos grandes filmes do ano. E, infelizmente, Prometheus não cumpre a promessa. Com graves erros de roteiro e ritmo, o longa desaponta os fãs e irrita o espectador desavisado que, por acaso, opta por assistir o filme.

O maior problema do longa está em sua pretensa temática, ao tentar linkar a criação da humanidade a partir de seres extra-terrestres. Nada contra, mas tamanha ousadia precisa ser bem amarrada, propiciando questionamentos inteligentes ao espectador. O roteiro da dupla Jon Spaihts e Damon Lindelof (Lost) não consegue ser filosófico, como aparentemente tenta ser, e não consegue entreter, pois o filme carece das famosas sequências angustiantes que marcaram a saga Alien. Para não ser injusto, há uma grande cena, quando a protagonista Elizabeth Shaw(Noomi Rapace) retira algo de dentro do seu ventre.  Contudo, o roteiro não explora a relação de Elizabeth e a maternidade. O roteiro passa correndo demais pelos detalhes. Algo que poderia ser lindamente linkado com o fim trágico de Ripley em Alien 3.

Visualmente razoável, com efeitos especiais adequados, Prometheus em momento nenhum enche os olhos. Você viaja dois anos no espaço para chegar em um planeta, que possivelmente pode explicar a origem da raça humana e, os designers de produção criam um deserto com uma pirâmide, que mais parece um sarcófago. Nem chega a assustar. Diante desse cenário negativo, cabe a Noomi Rapace e Michael Fassbender tentar salvar o filme com boas atuações. Fassbender se destaca em sua interessante atuação como o androide David. A personagem tinha um potencial enorme, afinal, o longa questiona a criação, a relação entre criador e criatura. Infelizmente, apesar das tentativas, o roteiro não consegue traçar um bom paralelo entre o enredo do filme, a busca por quem nos criou, com a relação de humanos (criador) e androides (criatura). Há, tem a Charlize Theron, cuja a personagem não acrescenta nada e, sai de cena de forma tão ridícula quanto entrou.

Mas como diz o velho ditado, nada é tão ruim que não possa piorar. Quando no climax da narrativa a tripulação da nave está diante de um dos nosso criadores, chamado de Os Engenheiros, ele não fala, não explica, apenas reage com violência. Depois de mais de duas horas junto com a tripulação do Prometheus, afinal, o espectador estava na nave e quer participar da narrativa, você continua sem saber de nada. Pior, só nos créditos finais pode-se conferir, finalmente, a tosca e sem imaginação origem do mostrengo Alien. Convenhamos, um dos monstros mais notáveis da história do cinema, merecia algo melhor. Fico aqui imaginando, o que levou Ridley Scott a topar um projeto com uma história tão fraca? Já se fala em uma continuação para o filme. Lógico, ficaram tantas coisas a serem explicadas. Quero é ver se algum estúdio vai bancar.


Prometheus (2012)
Direção: Ridley Scott
http://www.imdb.com/title/tt1446714/

Gilvan Marçal - gilvan@gmail.com
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