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Manglehorn

É bem difícil e complexo fazer um filme sobre solidão. O público não quer pagar ingresso para ver sofrimento ou mesmo para ver na telona um espelho. Esse tipo de filmes acaba indo para o circuito de arte. O primeiro ponto que difere Manglehorn dos demais filmes que exploram a solidão e a presença do SENHOR, sim em caixa alta pois é um semideus, Al Pacino. Ele não é um ator, é uma entidade. O longa é duro, amargo, ranzinza como seu protagonista. Ainda assim, o espectador sorri diversas vezes sobre as sutilezas da personalidade do Sr. Manglehorn.

Curiosamente dirigido por David Gordon Green, mais conhecido por suas comédias estranhas, Segurando as Pontas e Sua Alteza?, o longa é um petardo dramático bem realizado e com breves momentos brilhantes. A cena de Pacino com Helen Hunt comendo e debatendo sobre o grande amor perdido dele é espetacular.

Manglehorn é um sujeito imperfeito, cheio de defeitos e que vive seus dias repetitivos e sem entusiasmo. Mas assim como ele, eu e você leitor, por mais que a vida seja dura e triture seus sonhos tão mesquinhos, como diz o Cartola, é importante sorrir. A magia da vida está por aí, escondida nos detalhes. Pode estar atrás da bancada de atendimento do seu banco, em um simples telefonema para seu filho, ou rever seu animal de estimação voltar a comer após estar doente. Ela pode estar um tanto sumida, mas a magia é com um mímico diante de uma parede imaginária. Ela está lá, só consegue ver quem aceita a beleza daquela magia. Basta abrir a porta. Manglehorn é uma ótima chave para isso.



Manglehorn (2008)
Direção: David Gordon Green
http://www.imdb.com/title/tt2893490/

  Gilvan Marçal - gilvan@gmail.com
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