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Kingsman: Serviço Secreto

O maior mérito de Kingsman: Serviço Secreto é conseguir recuperar de maneira inventiva a beleza real dos antigos filmes de espionagem. Ele não tenta ser um James Bond, nem tão pouco Jason Bourne, talvez esteja para Jack Bauer, mas não tanto pra chegar em um Ethan Hunt. O longa vai buscar aquele ar charmoso do Bond de Sean Connery, vide a elegância e sotaque de Colin Firth, mas com uma cara moderna do cinema explosivo que a meninada que ver na tela. As chances disso dá certo eram raras, mas atrás das câmeras está um sujeito que começa a merecer muito respeito: Matthew Vaughn, do inventivo Kick-Ass e o ótimo X-Men: Primeira Classe.

Era impensável ver um filme de ação com Colin Firth. Pior. Em uma adaptação de HQ. Agora ver Firth matando toda uma congregação religiosa é uma das cenas mais surreais e engraçadas dos últimos anos. Mas ele não é o melhor e fica um passo atrás do ótimo vilão interpretado por Samuel L. Jackson. Uma espécie de Steve Jobs do mal, mas com a língua presa.

Kingsman: Serviço Secreto é um ótimo exemplar moderno de entretenimento. Um filme ágil, inteligente, engraçado, bem acabado e que ainda pode virar uma franquia. O sonho de consumo dos estúdios hoje. Esse é o objetivo básico do cinema pipoca: fazer o espectador embarcar é uma boa viagem durante o tempo de duração do filme. Pena que Kingsman está mais para exceção do que regra.



Kingsman: Serviço Secreto (2015)
Direção: Matthew Vaughn
http://www.imdb.com/title/tt2802144/

  Gilvan Marçal - gilvan@gmail.com
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