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Guerra ao Terror


Após inúmeras tentativas, Hollywood finalmente acerta a mão ao retratar o ambiente hostil e inóspito da Guerra no Iraque. Guerra ao Terror, longa dirigido por Kathryn Bigelow, acompanha a apreensão de três soldados americanos de um esquadrão anti-bombas. A cada missão há um clima, ainda que sutil, entre os três soldados, de que talvez eles não voltem. Apesar do sangue frio e das atitudes corajosas do sargento William James (Jeremy Renner), lá no fundo há uma parcela de medo.

O maior mérito do filme é tratar a guerra com sutileza. Essa excelente perspectiva deve ser atribuída a visão "feminina e delicada" da diretora, Kathryn Bigelow e o acertado roteiro de Mark Boal. Mark é responsável por outro ótimo roteiro tratando a Guerra do Iraque, com No Vale das Sombras. Em ambos trabalhos a guerra é tratada do ponto de vista psíquico, deixando a pirotecnia das explosões e tiros de lado. A direção de Bigelow explora com muita habilidade a tensão do esquadrão ao desarmar as bombas. Os enquadramentos mais fechados fazem com que, ao longo do filme, o espectador se sinta como o quatro membro do esquadrão. O receio de que a bomba exploda, não mais pertence só aos personagens. É nesse ponto, que a direção "feminina" parece demonstrar como diferencial. Bigelow chega na alma das personagens, expõe suas fragilidades, algo que o "oscarizado" diretor Sam Mendes não conseguiu com atores até mais renomados no pífio Soldado Anônimo.



O que mais impacta em Guerra ao Terror, é a clara sensação, que talvez o verdadeiros soldados sentiram e sentem no Iraque, de não saber quem é o inimigo e de onde virá o ataque. Os soldados caminham pela cidade sem ter um alvo. Não é uma guerra convencional de um agrupamento de batalha contra a outro. O soldado desarma uma bomba sob os olhares curiosos dos moradores ao redor, sem saber, que um deles é um terrorista. 

Guerra ao Terror é um filme preciso e delicado que explora com bom gosto uma outra face da Guerra do Iraque. Ainda não é "o longa definitivo" sobre o confronto no Iraque, mas é sem dúvida o mais coerente de todos até agora.


Guerra ao Terror(
Hurt Locker - 2008)
Direção: Kathryn Bigelow

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